Sobre

O Collabo é uma plataforma para gestão de portfólios e geração de negócios. A proposta é oferecer à indústria uma maneira diferente de se relacionar dentro da cadeia de suprimentos. A partir de um formato chamado de social supply chain, as pessoas e suas relações passam a ser levadas em consideração. Na prática, isso significa que os usuários ganham um papel de destaque dentro do processo, em vez de privilegiar apenas uma dinâmica institucional e fria.

Mas como isso acontece? Funciona como uma rede social que reúne todos os usuários da cadeia de suprimentos. Por meio de uma plataforma digital, os indivíduos interagem com o portfólio, deixando comentários, impressões e avaliações sobre os produtos, sem necessariamente ter um vínculo formal com as empresas. Podem ser funcionários, revendedores, especificadores técnicos ou mesmo clientes.

Os dados gerados nessas interações são analisados e transformados em informações úteis que ajudam a indústria a identificar as demandas. Assim, a organização pode prever naturalmente o surgimento de possíveis problemas e oportunidades, adequar-se a cenários diversos e antecipar tendências.

Histórico

O modelo conceitual que sustenta a Collabo foi concebido durante o desenvolvimento da tese de doutorado de Celso Ricardo Salazar Valentim, realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo tornou-se então um produto — uma suíte para gestão do conhecimento — desenvolvido pela Humantech Gestão do Conhecimento.

Na época CEO da empresa, que atua desde 2005 na área de gestão do conhecimento, Valentim levou a ideia à Tupy, líder mundial em fundição de blocos e cabeçotes, o primeiro cliente que acreditou na proposta.

Com o sucesso da parceria e os outros clientes que vieram na sequência, o projeto ganhou uma forma mais robusta. Assim, em 2015, a Collabo transformou-se em uma empresa e, hoje, oferece uma variedade de soluções para a gestão de portfólios de produtos.

Circuito inovador

Para implementar esse formato de interação dentro da cadeia de suprimentos, a empresa Collabo parte do princípio de que é importante estar inserida em um círculo de negócios e instituições inovadoras que pratiquem esse valor no dia a dia.

A origem conceitual no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSC, somada à unidade estratégica de negócio criada na Humantech, levou o projeto ao ciclo de 2015 do InovAtiva Brasil. Realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), o InovAtiva é o maior programa de aceleração de startups do Brasil.

Para complementar o circuito, estamos incubados desde 2016 no Parque de Inovação Tecnológica de Joinville e Região (Inovaparq), que oferece um ecossistema ideal para projetos inovadores.

Cadeia de Suprimentos

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Qualquer empresa se encaixa dentro de uma cadeia de suprimentos. Uma criança vendendo limonada na porta de casa precisa de limões e de alguém que compre o refresco. Uma multinacional exploradora de petróleo deve ter onde explorar, além de parcerias para vender o produto para refinarias e distribuidoras de combustíveis. Uma refinaria precisa comprar a matéria-prima para enriquecê-la e lucrar sobre este processo, vendendo para alguém e transportando tudo isso de alguma maneira.

A lista de exemplos é enorme. E vale lembrar que eles não se aplicam somente às indústrias que participam desta cadeia. O varejo, o consumidor final e a empresa de logística também são componentes que ajudam a formar este conceito.

Não há como escolher se você faz ou não parte de uma cadeia de suprimentos, mas a decisão de aprender com ela pode garantir agilidade, eficiência e aumentos consideráveis na margem de lucro. O gerenciamento deste conhecimento é tão importante quanto a definição de fornecedores, clientes e preços cobrados por produtos ou serviços. Aliás, quanto mais envolvidas com a cadeia de suprimentos, mais as estratégias da empresa em todas as outras áreas serão influenciadas.

De alguns anos para cá, ficou cada vez mais difícil cuidar desses planejamentos da cadeia de suprimentos sem um sistema — seja ele de computador, que você possa instalar e deixar monitorando entrada e saída de estoque, pedidos e vendas, seja uma pessoa responsável por controlar tudo isso. Por mais básico que possa parecer, já é bastante útil, mesmo que tenha como única função um cadastro de para quem a empresa vende e quem são seus fornecedores.

Com a digitalização de quase tudo no mundo dos negócios e as empresas cada vez mais preocupadas com processos sustentáveis, no sentido de produzir mais e melhor de maneiras econômicas, a preocupação com a cadeia de suprimentos não é só um diferencial.

Cadeia de Valor

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O conceito de cadeia de valor foi descrito e popularizado pela primeira vez em 1985, pelo economista, autor e professor da Universidade de Harvard Michael Porter, no livro Competitive Advantage: Creating and Sustaining Superior Performance, um best-seller do mundo dos negócios. Sua ideia é de que a cadeia de suprimentos é apenas uma parte da cadeia de valor da empresa, considerando que não é possível entender vantagens competitivas sem analisá-las como um todo.

Ou seja, além de analisar o caminho unilateral de compra de matéria-prima, produção e venda de produto, que é o que faz a cadeia de suprimentos básica, novas variáveis entram na jogada: qualidade de matéria-prima, demanda, preferências dos consumidores, custos de processos e tudo o que tem valor específico no processo. E, para isso, a evolução de qualquer sistema que trate desta área necessita de um ingrediente-chave, o social.

Social Supply Chain

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Em um artigo escrito em 2011 para a revista Forbes, o professor Richard Howells afirmou: “Não é um caso de SE as redes sociais terão efeito no seu negócio e nas redes de suprimentos associadas a ele. É um caso de QUANDO”.

Veja a imagem abaixo:

Ilustração da cadeia de suprimentos

Este modelo faz parte da tese de doutorado desenvolvida pelo CEO da Collabo, Celso Ricardo Salazar Valentim. Fornecedores de matéria-prima têm contato direto com a indústria, que tem contato com distribuidor, que tem contato com revendas e clientes, que, com a ajuda de especificadores, escolhem os produtos almejados no portfólio e fazem seus determinados pedidos para o objetivo que for. A cadeia de valor funciona assim antes mesmo de receber esta definição.

Mas e essa “camada social”? E essa tal “rede social corporativa”?

É comum ver gerentes de organizações e executivos que trabalham com cadeias de suprimentos desconfiados com a ideia de trazer características das mídias sociais (como Facebook, Twitter, LinkedIn etc.) para os negócios. A percepção que faz com que as pessoas relacionem alguns termos com ociosidade e perda de produtividade é comum e não deixa que elas avancem no entendimento. Social supply chain — cadeia de suprimentos social ou cadeia de valores social — é uma evolução do gerenciamento desta parte fundamental das empresas.

Um sistema comum basicamente mantém registro da troca de códigos entre um CNPJ e outro. Entre as variáveis, estão definições correspondentes ao lugar onde cada parte está instalada, para qual filial vai o produto X, quanto custa o produto Y e a quantidade do item Z restante no estoque. Diferente disso, uma plataforma de social supply chain tem como principal fundamento a colaboração entre todas as partes.

Neste caso, a camada social da imagem é a protagonista. Formada essencialmente por pessoas, ela usa as ferramentas e os conceitos das mídias sociais como comentários, impressões e avaliações para saber se o consumidor está satisfeito com tal produto, com as opções dispostas no portfólio e se ele e outros clientes geram uma demanda suficiente para que a área responsável desenvolva um produto novo baseando-se nessas necessidades. Informações valiosas como essas servem para que a empresa que for utilizar a matéria-prima possa optar por um tipo diferente de entrega, reduzir custos a partir da diminuição dos estoques de produtos que estão sobrando e utilizar o lucro gerado em todas estas variáveis para crescer de maneira inteligente.

Possibilitando às pessoas participantes da cadeia de valores a sugestão de mudanças, os comentários sobre temas específicos e a atualização constante do sistema fazem com que a organização possa prever naturalmente o surgimento de possíveis problemas e oportunidades, adequar-se a cenários diversos e antecipar tendências. A Collabo, por sua vez, estrutura todo o conhecimento gerado sobre os produtos do portfólio dentro e fora da empresa. Assista ao vídeo abaixo e entenda como ela faz isso.

Substituindo transações e interações entre CNPJs e códigos por interações entre pessoas, nossa plataforma faz com que o conhecimento seja gerado naturalmente e permita prever possíveis crises, aproveitar tendências com mais eficácia e entregar ao público-alvo as melhores soluções possíveis.

Social supply chain, mais que uma tendência, é resultado de mudanças sociais dentro e fora do universo corporativo, e o fortalecimento do valor das pessoas em qualquer organização é consequência das transformações pelas quais um mundo conectado passa diariamente.

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